A lucidez perigosa
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sábado, 19 de junho de 2010
Precisamos mesmo é de ajuda sempre. E o que eu mais tive na minha vida foi ajuda. Não fosse isso não teria chegado aqui. Medicina. Sonho. Objetivo. Persistência. Amor. Soube que seria médica antes mesmo de saber que tinha que escolher ser algo.
Só tenho a agradecer. A todos. A tudo. A mim.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Que a tanto tempo venho já seguindo
Sem me importar com a noite que vem vindo
Como uma pavorosa alma penada
Sem fé na redenção, sem crença em nada
Fugitivo que a dor vem perseguindo
Busco eu também a paz, sorrindo
Será também minha alma uma alvorada?
Onde é ela? Talvez nem mesmo exista!
Ninguém sabe onde fica. Certo, dista
Muitas e muitas léguas de caminho.
Não importa! O importante é ir em fora
Pela ilusão de procurar a aurora
Sofrendo a dor de caminhar sozinho.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A solidão de um pingüim
Não é esse o caso da sociedade brasileira. Aqui é melhor ficar de olho no seu, porque senão alguém leva.
A falta de comprometimento ético se dissemina em todos os níveis da sociedade. Segundo o filósofo Denis Rosenfield, o comportamento da sociedade brasileira vem melhorando. Devo dizer a ele que não é isso o que vemos por aí, há estudante fraudando o vestibular, empresário burlando de todo jeito a lei, um enorme desrespeito pelo patrimônio público e histórico, e assim vai. Mesmo desde o mais culto e instruído até o mais ignorante, salvo raras exceções, poucos podem dizer que são 100% éticos no seu dia-a-dia.
Recentemente, em pleno caos aéreo, outro grande exemplo de falta de ética, fomos obrigados a ouvir de uma importante política paulista: "Relaxa e goza". Observamos, incrédulos, uma onda de desmoralização do Senado Federal e colocamos em xeque a nossa democracia. Afinal, se o governante, com toda sua responsabilidade, pode mentir, roubar, fraudar, etc, porque eu, pobre mortal, não posso?
Ninguém mais da notícia política porque nós agora concentramos nossas torcidas para a copa do mundo de futebol( o ópio desse povo já tão alienado por BBB’s e afins). Temos a ilusão de que em plena era da informatização não há como esconder nada do mundo. O que realmente está acontecendo na África? Muitas guerras, mas quem se importa? São pobres mesmo! A invasão do Iraque virou piada, afinal matamos mais no Rio de Janeiro do que na Guerra Iraquiana não é?!
Existe diferença entre guerra civil e tentar disseminar uma cultura? Será que estamos perto da 3ª Guerra Mundial? Não, para os menos avisados, nos encontramos nela exatamente agora! Sem pânico, estamos no país das maravilhas, nada pode tirar o brasileiro de sua eterna alergia. Nada! Cadê a Alice?
Em ano de eleição o que mais me revolta são os apolíticos, dizem que não querem saber, tudo é sempre igual e nunca vai mudar...Blá...blá...blá...um discurso que para alguns é inteligente, digno, para mim parece ser medroso e ignorante, todo dia somos políticos, em cada ação usamos a política; o importante é não confundir falta de vergonha na cara com política, não são sinônimos.
Tudo bem que não somos a juventude que lutou nas Diretas já, nem tão pouco fomos vítimas da opressão daquela época, porém estamos muito longe da alienação de que nos acusam. Existe sim uma grande leva de mentes ferozes, estudantes que trabalham para mudar esse Estado. Sem bandeiras revolucionárias, sem gritos (Anãue!) e sem caras pintadas é claro!
Sartre disse um dia “o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós fazemos do que os outros fazem de nós”.
Não sabemos para onde estamos indo somente que a história nos trouxe até aqui.
Na sociedade dos pingüins, se algum membro se comporta de maneira a ferir as regras do grupo, todos imediatamente lhe viram as costas, ele, sozinho, numa atitude digna, se afasta, ficando à mercê de predadores. Ele é o único responsável por suas ações e assim se coloca. Já no Brasil, quando um de nossos governantes comete um crime, seja qual for, acaba a usar isso para sua promoção pública. Sempre se reelegendo, sem nenhuma culpa, nenhuma satisfação e, pior, nenhum arrependimento.
Vampiros também amam?
domingo, 28 de junho de 2009
Lágrimas
Me incha os olhos
Relativiza a minha emoção e o meu pesar
Exorciza aquilo que não cabe em mim
Desopila o coração cansado
Molha minhas páginas em branco
Conforta-me sobretudo,
a salinidade, a transparência
e a produção sempre obsequiosa
Uma lágrima não pede nada em troca
Como não a escambo,
nada implica uma troca de gentilezas
Firma-se assim um trato,
Tomo-a para dançar com a mais resoluta verdade
e ela segue agradecida o seu caminho em vértice."
Hoje quero mudar de direção. As lágrimas que amenizaram minha dor e acalmaram minha alma se foram...deixando em meu rosto não uma cicatriz de sofrimento, lágrimas não deixam cicatrizes visíveis. Elas somente limparam meu olhar e agora vejo claramente. Como eu sempre digo, nada melhor que uma noite de lágrimas e sono para nos mostrar o que realmente é mais sensato. Mas, quem disse que na vida é preciso ser sensato? Por vezes é necessário se perder, para poder se reencontrar. É necessário sofrer por amor, para poder conhecer a força que ele tem.
Confiar, é melhor que seja em si próprio. Digo, é melhor! Porém isso não nos impede de confiarmos em outro. Correndo o risco de se decepcionar, claro. Correr riscos...sempre corremos. Portanto, que sejam riscos felizes, que tragam harmonia, amor, paz!
Hoje, querido leitor, não estou para conselheira, nem para grandes ideias, as profundas, as perfeitas, as emocionantes. Estou hoje somente aqui. Não penso nada lógico. Respiro, como, leio, meu coração bate, meu sangue percorre minhas veias jovens. Meu corpo treme pelo frio. Meus lábios nao sorriem, como sempre, mas ainda estão aqui, prontos para que a qualquer momento, diante da alegria, possam, novamente, serem como são. Grandes, rosas e sorridentes!
terça-feira, 23 de junho de 2009
Estão todos cegos!
Chega de ressalvas, de exceções, no fundo nós sabemos sobre nossa cegueira intrínseca, desumana. (peço perdão aos cegos fisiológicos ou a quem se sentir ofendido). Estou aqui falando de algo pior do que não poder ver. Falo de pessoas que não querem ver, não conseguem – não por um problema físico – mas por covardia. Mães que não olham para seus filhos e depois se perguntam onde foi o erro. Maridos e esposas que já não se reconhecem diante de tantos problemas. Políticos que não enxergam sua total displicência e ignorância. Não pense você, caro leitor, que partiu de minha mente idéias tão pessimistas (mas eu gostei), foi sim de um “belo” e “feio” filme. Dirigido pelo já tão premiado brasileiro (olha que chique) Fernando Meirelles, baseado num livro do escritor português José Saramago “Ensaio sobre a cegueira”. Nesse filme o tema “cegueira” vem como um sentido claro de impotência. Da nossa impotência diante de, simplesmente, nós mesmos. Para quem – ainda - não assistiu, aqui vai um conselho: leia o livro antes. Sabe porque? Vou explicar. Quando li o livro fiquei chocada com certas verdades humanas que na maioria das vezes temos vergonha de mostrar, ou escrever! Porém, minha sutil “inocência” quanto a alguns aspectos, não me proporcionaram imaginar cenas como as que vi no filme. Por isso, ler o livro vai fornecer o grau de “inocência” que você ainda tem! Certamente não é para qualquer um ver e entender. Afinal, nada é para todos. Claro que, cada um tem um gosto, muitos vão amar, outro tanto, odiar. O importante é não ter opinião formada sobre tudo. Confesso que esperava ver mais atores latinos, porém, a atuação de todos foi brilhante. Gael Garcia Bernal, o garoto propaganda do filme (essa não podia passar), está numa atuação também muito boa, mas já aviso às tietes de plantão que ele não chega nem perto do antigo Che.
Um ponto interessantíssimo do filme é a crítica ao que chamamos de sociedade, de governo. Chego a pensar nos anarquistas (ou pseudo-anarquistas) e utopia é o que me vem à cabeça. Sim, não me odeiem por isso, mas o ser humano AINDA não sabe viver sem cabresto. É muito egoísta para isso. Infelizmente.
Não vou contar, obviamente, o filme. Quem quiser que veja, ou faça ainda melhor, veja, olhe e sinta. Por fim, caro amigo leitor (olha só a intimidade), desejo que você seja saudável, que tenha a oportunidade de ver com os olhos e de sentir com a alma e para os que não podem ver fisicamente (e também para todo o resto), que agucem ainda mais a sensibilidade e não usem seus problemas para ludibriar ninguém (quem for ver o filme entenderá essa colocação).
Minha esperança? Um dia escrever lá no inicio “estão todos vendo”.
Abraços!!!