segunda-feira, 6 de julho de 2009

Hei de seguir eternamente a estrada
Que a tanto tempo venho já seguindo
Sem me importar com a noite que vem vindo
Como uma pavorosa alma penada

Sem fé na redenção, sem crença em nada
Fugitivo que a dor vem perseguindo
Busco eu também a paz, sorrindo
Será também minha alma uma alvorada?

Onde é ela? Talvez nem mesmo exista!
Ninguém sabe onde fica. Certo, dista
Muitas e muitas léguas de caminho.

Não importa! O importante é ir em fora
Pela ilusão de procurar a aurora
Sofrendo a dor de caminhar sozinho.


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